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sábado, 4 de agosto de 2012

Mayra ainda sofre com dores após o bronze e teme aumento do inchaço no voo para o Brasil


Judoca Mayra Aguiar exibe mãos; o braço esquerdo está muito inchado
Fonte: Agencia UOL

A conquista da medalha de bronze na base de analgésicos e bandagem ainda rende muitas dores na judoca brasileira Mayra Aguiar, que disse não ter realizado ainda exames de ressonância magnética após sua lesão no braço esquerdo antes do combate decisivo nos Jogos de Londres

Mayra mostrou neste sábado seus dois braços inchados e disse que somente no Brasil é que vai saber qual a gravidade da lesão que sofreu na luta semifinal, contra a americana Kayla Harrison.

“Tenho muita [dor], muita. Ainda não fiz exames, não deu tempo, não paramos.  Acho que dormi quatro horas desde que lutei, realmente não tive tempo. Achei que fosse fazer agora, mas não deu certo. Só no Brasil mesmo”, falou.

Ela demonstrou certo receio ainda pelo fato de viajar com os braços inchados e que eles possam aumentar no voo de volta para o Brasil. Ela embarca ainda neste sábado para o país.

“Vou chegar no Brasil e já ver isso logo. Estou com medo de inchar no avião, pois lá costuma inchar mais.  Vai ter médicos lá, então isso que me deixa um pouco mais tranquila”, falou.

Mayra foi finalizada na luta semifinal ao levar uma chave de braço. Bateu e pediu o fim da luta, por desistência. Depois, ainda tinha que disputar o bronze contra a holandesa Marhinde Verkerk. Foi uma para uma tática de tudo ou nada e mesmo com os braços lesionados, conseguiu a vitória em 1min29 e aplicou um ippon.

Ela disse que na hora se lembrou de momentos delicados em que treinou lesionada e que todos os judocas se juntaram para dar palavras de apoio.

“A gente treina bastante assim e até brincamos que se o atleta não está sentindo nada, é porque não está treinando direito. Mas essa foi demais, estava realmente bem machucada. Mas colocamos na cabeça de sempre se superar”, falou.

“Lembrei de todas as vezes que treinei machucada e sentindo dor, que eu sabia que eu podia ir além e tive muita ajuda do pessoal. O Leandro Guilheiro falou pra mim que medalha olímpica não tinha cor. Eu pegava todas aquelas pessoas e pegava uma energia boa pra cima de mim. Todos eles falaram bastante, foi muito bom.”




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Técnica do judô feminino já pensa no Rio-2016: "vamos ter uma campanha inesquecível"


Rosicléia Campos afirmou que ficou "muito feliz" com o desempenho em Londres
A técnica Rosicléia Campos, comandante da seleção feminina de judô, sempre chama atenção quando as meninas do Brasil estão no tatame pelo seu jeito agitado. A ex-judoca reconhece que é elétrica e já faz planos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.



“Quero ter uma equipe homogênea e vencedora para os Jogos do Rio. Com o apoio da torcida, como tivemos no Pan de 2007 e no Mundial, vamos ter uma campanha inesquecível”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Em Londres, o judô brasileiro fez sua melhor campanha da história e o desempenho das mulheres foram superiores ao dos homens com a conquista de uma medalha de ouro e um bronze. Porém, Rosicléia afirmou que o resultado das meninas poderia ter sido ainda melhor e que apostava em mais duas medalhas.

“Seu desempenho sempre pode ser melhor. Eu sempre quero mais. Acho que poderíamos ter conseguido um resultado melhor com a Érika [Miranda] e com a Rafael [Silva]”, argumentou.




       

     
 



Entre surpresas, suor e lágrimas, judô brasileiro confirma as expectativas


Sarah Menezes chora depois de conquistar a única medalha de ouro do Brasil no judô em Londres

Fonte :Wiliam Freitas  UOL

Em Londres, depois de sete dias de competição, o judô brasileiro, mais uma vez, confirmou as expectativas e o prognóstico feito pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), de fazer a melhor campanha brasileira na história das Olimpíadas.
A estatística e os números são apenas indicadores, mas nem sempre retratam a realidade. Como qualquer modalidade individual, em que o confronto com o adversário é direto, o judô possui diversas variáveis que fogem ao nosso controle, como já mencionamos anteriormente. Para que possamos entender como é difícil trabalhar apenas com a estatística, vejamos o ranking mundial. No primeiro ciclo olímpico em que o judô utiliza o ranking dos quatorze atletas que chegaram como lideres, e favoritos às medalhas de ouro, apenas três confirmaram o favoritismo (1 atleta da categoria masculina, e 2 da categoria feminina).




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